Rebecca's profileUm pouquinho de mim..PhotosBlogLists Tools Help

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    April 04

    Sobre a breve receitinha da PAZ interior


    Há muito busco encontrar a minha PAZ interior. Sempre tentei tê-la, e até cheguei bem pertinho, mas nunca consegui mantê-la. Hoje, embora ainda não a tenha atingido como gostaria, já consigo ver mais ou menos do que é formada, e é de “um pouquinho de muita coisa”. Segue uma breve receitinha (mais do que caseira) e geral (a medida de cada um dos ingredientes é proporcional ao quanto se precisa deles):

    que Deus conosco sempre está,

    VIGILÂNCIA para todo o mal afastar,

    SERENIDADE para com dificuldades lidar,       

    HUMILDADE para os próprios erros apontar

    TRANQUILIDADE para a ansiedade controlar,

    BRANDURA para o coração acalmar,

    CORAGEM para os medos enfrentar,

    PERSEVERANÇA para não renunciar,

    OUSADIA para poder arriscar,

    BOM SENSO para não exagerar,

    AUTOCONTROLE para não sufocar,

    DISCERNIMENTO para não projetar,

    PACIÊNCIA para saber esperar,

    BONDADE para conseguir perdoar,

    CARIDADE para sempre ajudar,

    E muuuuuitto, mas muuuuuito AMOR para dar!


    Rebecca Melo



    March 09

    Caminhada



    Quero compartilhar uma experiência recente e inédita: caminhar na praia cedinho da manhã de um domingo ensolarado. Pode parecer bobagem, mas longe de ser algo trivial para mim, aquele programa inesperado me fez um bem inestimável. Aliás, recomendo a todos que quiserem pensar, relaxar e renovar as energias. Eis o cenário perfeito para isso (e para incontáveis outras coisas).

     

    Não se trata apenas do vai e vem das ondas, nem da certeza que nos traz o horizonte, ou da energia emanada pelo Sol amigo, do toar lenitivo do vento, do cheirinho gostoso da vegetação litorânea, do movimento dos coqueiros, da graça dos bichinhos se escondendo, do relevo impreciso e gracioso das dunas, nem do aroma da maresia.. Não falo somente do bálsamo da brisa marítima que nos acaricia a face, ou do som do adentrar da fina areia por entre os dedos dos pés, tampouco da eternidade consoladora dos mares, ou, ainda, do vôo astuto de gaivotas e andorinhas. Trata-se, sim, do quadro Divino formado por tudo isso junto, perfazendo o milagre da Vida bem ali.. ao nosso redor.

     

    Mas que ambiente mágico era aquele! Os raios de Sol de um magnífico alvorecer, tive o prazer de apreciar, ao senti-los afagando a minha pele. E o seu calor era tão gostoso, que mais parecia um sopro do amor de Deus dentro de mim ou um sentimento sublime que cultivo cá comigo.. Foi então que, como por um feitiço, as idéias foram se organizando, e a minha mente, iluminada pela luz da doce Estrela da Manhã. Tantos pensamentos lindos e respostas perfeitas emergiram (obrigada, Deus!).. Senti que se os mantivesse e seguisse, faria desaparecer todas as dificuldades.

     

    Em meio a todo esse encanto, não posso deixar de contar que a praia me traz muitas lindas lembranças.. Momentos arrebatadores foram vividos nesse cenário nos últimos 8 meses, e fotos registraram o que jamais me sairá da cabeça. Por isso, no começo senti a ausência de pegadas ao lado das minhas naquela areia, como se faltasse ‘certo alguém’ que, entre viagens e tardes ociosas, tantas vezes esteve ali comigo, a me acompanhar na caminhada da praia (e da vida). Curtíamos e valorizávamos cada segundo da  paisagem, da vida, de nós e da bênção de nos termos encontrado..


    - De repente, me dei conta que, mesmo não materializando pegadas, estavas comigo em todos os segundinhos, meu Bem. Carregava-te suave, dentro do meu nostálgico (e mais do que saudoso) coração.. - 

     


    Rebecca Melo



    March 07

    E o que pode serenar um coração angustiado?


    Uma centelha de esperança viva e cintilante
    flamejando sentimentos positivos e vibrantes
    Brilho intenso e emanado da estrela viajante
    cuja luz são os desejos de crédulos amantes

     Na infinda espera por horas incessantes
    almejam a chegada de momentos adiante
    Quando atrozes dores e amarguras, em revés
    parecerão líricas poesias de bardos menestréis


                                                                                  Rebecca Melo

    March 04

    A menininha romântica e o seu lindo presente

     

    Porque as mais profundas tristezas e temores acometeram até a mais alegre, perseverante e esperançosa das menininhas do mundo.. E ela só queria fazer alguém muito feliz e ser a coisa mais importante da sua vida: ser aquela por quem alguém no universo se dispõe a amar e fazer planos, a compreender e a dar colo, porque sabe que vale à pena tê-la ao seu lado.. ela só queria encontrar aquela pessoa que a olharia e louvaria em silêncio: “Obrigada meu Deus, por ter me dado esse lindo presente.. quero tê-la comigo para todo o sempre..”

    A ingênua menininha, romântica demais, trazia consigo, desde a infância, o sonho de encontrar um amigo eterno.. alguém que jamais a deixaria sozinha, nem entregue às incertezas do abandono. Sim, ele seria o seu lindo presente, capaz de amá-la incondicionalmente e de se entregar a um sentimento que os manteria unidos pela eternidade.. Alguém que entendesse que o sentido da vida é um todo composto de diversas partes e que, sem uma delas, não se pode ser completo. A menininha só queria alguém que tivesse a coragem de assumir os riscos que um coração corre quando ama mem muito, por entender que disso depende a intensidade do que se vive.

    E, embora o medo a invada agora, a menininha pensa que já encontrara: alguém tão lindo, tão lindo, e de uma doçura e afetividade tamanhas, que são impossíveis de se descrever. Com o passar dos meses de convívio, ela aprendera que o seu sonho de infância era muito exigente, e que no mundo real ,o seu amigo eterno não poderia ser sempre a sua fortaleza (embora quisesse muito). Ela percebeu que amar é algo muito mais simples e tranqüilo do que ela havia imaginado, porque o sentimento se alimenta de si mesmo, de forma natural.. e que para isso não eram necessários grandes esforços ou preocupações.

    Assim, à medida que atravessava suas inseguranças, ela aprendia novas lições sobre amar verdadeira e livremente. E não foi nada fácil, porque o medo de perdê-lo se agigantava a cada dia. Isso porque, desde que conheceu o seu lindo presente, ela se pergunta o porquê de tanta sorte e de merecer, aos olhos de Deus, receber a dádiva de ter ao seu lado uma pessoa que era perfeita para ela aos seus olhos. Sim.. aquela pessoa em que ela confia e admira em cada detalhe e pequeno gesto (por quem vale à pena correr os tais riscos). Mas, e agora?

    Agora, o seu lindo presente se fora, deixando no lugar um vazio que traga a menininha para dentro.. e ela, em sua condição humana e no alto da sua impotência, tenta desesperadamente adiantar as horas até o momento em que toda a dor vai passar com o calor de um esperado e acalentador abraço. E nessa hora, ela será envolvida por aqueles ombros largos e braços protetores, deitará naquele peito aconchegante e poderá sentir o pulsar de um coração (agora cheio de certezas), que lhe diz, como a uma criança que acorda de um pesadelo: “passou.. passou.. te amo e nunca mais vou te deixar sozinha!”..

    Mas, mesmo sabendo que é só um sonho, a menininha quer nele ficar, porque essa é a única maneira de amenizar a dor que a invade, ainda que de forma imaginária. Sonha, menininha.. sonha.. o seu lindo presente há de voltar para que possas amá-lo de pertinho. Ela reza, enquanto o (pior) relógio teima em andar lentamente, assim como o pulsar do seu triste (e cansado) coração: tic .. TAC (tum .. TUM), tic .. TAC (tum .. TUM), tic .. TAC (Tum .. TUM)..


    Rebecca Melo


    October 08

    Essência

    Música Jazz The Jazz Dancer by Julie Snyder

     

    Sigo a vida no embalo da dança que me domina. Vejo o mundo pelo prisma mais bonito, seu colorido muda com a música que a anima. Escarlate e Jazz é uma mistura que muito combina: Se os pés movem-se audazes e ao meu coração coisas novas ensinam, as mãos oscilam em movimentos arrebóis, tão suaves que a brandura anunciam. E se o balanço da dança me conduz mundo afora, almejo avistar flamejantes lá fora, paladinos mascarados bravos, porém dançantes, entoando melodias que tornem mais vibrantes o alvorecer e a aurora de todos os meus dias.

     

     

    Rebecca Melo

    Foto: "The Jazz Dancer", By Julie Snyder

    September 28

    Por aMaR & AmAr demais (Parte II)

    abraço lindo

     

    Por dias e dias, ansiosa te espero. Sim meu Bem, a saudade é voraz

    Vejo-o livre e assim liberto te quero

    Por (te) aMaR & AmAr demais

     

    Distante estando, és o ensejo da ausência da minha paz

    Anseio-te perto pra matar esse desejo

    Por (te) aMaR & AmAr demais

     

    Enquanto isso, planos construo. Pinto lindos e muitos quadros corais

    Ah meu Amor, a certeza eu possuo

    Por (te) aMaR & AmAr demais

     

    Busco aconchego nos teus braços e te sinto como um cais

    Morreria feliz no calor do teu abraço

    Por (te) aMaR & AmAr demais

     

     

    Rebecca Melo

    September 27

    Por aMaR & AmAr demais (Parte I)

    palavras sem borda
     

    Por aMaR & AmAr demais,
    respiro flor em teu sorriso
    E exalo intenso brilho por cada poro do meu ser

     

    Por aMaR & AmAr demais,
    escolto o teu sentimento
    Esqueço os maus momentos como quem sequer os vê

     

    Por aMaR & AmAr demais,
    vejo cores, luz e zéfiros
    Ouço alaridos histéricos sempre que não vejo você

     

    Por aMaR & AmAr demais,
    almejo ver-te em sucesso
    E mesmo cada vez mais perto, jamais paro de torcer

     

    Por aMaR & AmAr demais,
    sonho alto e em conjunto
    Ligeiro mudo de assunto só de pensar em te perder

     

    Por aMaR & AmAr demais,
    grão de areia, pequena me sinto
    Também grande, porém, suscito o futuro que ninguém lê

     

    Por aMaR & AmAr demais,
    medo, temor, grado receio
    Encalçam meu maior anseio: viver de amor, te dar prazer

     

     

    Rebecca Melo

    September 25

    MI(ni)NA Ama(LeRa)

    kima_menina

    Já fui sapo, lagartixa, borboleta e catita. Já fui boba, alegre, chata e irritantemente animada. Vesti preto, cor-de-rosa, amaLeRo e ardósia. Já fui jovem, magra, linda, bailarina, loira e bela. Já amei, sofri, chorei, superei e me ergui da queda. Já pensei, estudei, trabalhei, diverti-me e descansei. Parti, explorei, sorri, vivi, dormi e retornei. Já fui infante, aspirante, comandante, coronel e almirante. Voei em céus de brigadeiro e comi nuvens granuladas, levitei sobre as estrelas (são purpurinas disfarçadas). Já senti vento, Sol e chuva: vi “casamento de viúva”. Refleti sobre mazelas e desisti: E agora? Recobrando as esperanças, fechei a caixa de Pandora. Fiz planos de vida contente, com casa, marido e parente. Noites em claro em quartos coloridos, zelando por filhos de nomes sortidos. Quis ser veterinária, oftalmologista, bailarina, jornalista, cantora e violonista. Hoje sou só um monte de frangalhos, tal qual colcha de retalhos, pensando em ser alpinista. Ascender é o melhor lema: alcançar o amor-emblema e aprender mais a cada problema. Espero apenas dessa vida (mais bela) que me agracie com a visita singela de um bem-te-vi pousando na janela.

    *E por falar em licença poética e palavra composta, não se oponha se eu estiver munida e disposta a te-bem-querer por mais que toda a vida*

     

    Rebecca Melo

    September 24

    Breve metalinguagem da controvérsia

    2006080300_letras-tm 

    IDÉIAS que fluem e querem se expor
    Mas será que quero que o façam?
    Quem sabe? Não posso supor

    Viram PALAVRAS e querem sair
    Mas será que quero que saiam?
    Difícil! Já não sei decidir

    Juntas, querem TEXTO virar
    Vontade própria seria?
    Parece! Não posso mais controlar


    Rebecca Melo


    September 20

    Reincidência

    calada[1]

    Mal avassalador
    que alimenta um vício
    Incontrolável? Talvez..
    Mais parece um martírio

    A maldição se apodera
    Coração despreparado
    É parecido? Pudera..
    Repetição  do mesmo quadro

    Tentativas se sucedem
    Mudança significa calvário
    Mas e agora? Penso eu..
    O tal do vício acha hilário

    Um grande poeta diria:
    “E do riso fez-se o pranto”
    Riso dele, pranto meu
    Não sei por que ainda me espanto

    Um labirinto de idéias
    Que teimam em virar palavras
    Mas que diabo! Outra vez?
    Reincidência.. Isso nunca pára

    Alguém questiona inocente
    Quando te omitirás, criatura?
    Sem resposta, porém
    A pergunta ecoa e perdura

     

    Rebecca Melo

    September 18

    Ensaio sobre a felicidade

    coraçãofuracão

    Após tanto tempo sem atualizar este espaço, é chegado o momento em que, não mais me contendo em expressar o que penso e sinto, resolvi deixar as mãos livres para escrever. Tenho refletido muito ultimamente e, sobretudo, sentido mais do que gostaria. Esse fato tem me conduzido a pensamentos estranhos e confusos a respeito da fragilidade da mente humana, ante as mais delicadas oscilações sentimentais.

    Fico a me perguntar por que é que, mesmo com todos os motivos para sentir a felicidade plenamente, a gente tende a arranjar motivos (talvez até inconscientemente) para se angustiar, colocando toda a felicidade conquistada em risco por conseqüência. Medos, inseguranças e erros daí decorrentes atrapalham tudo.

    Mas, apesar de todos os esforços, não encontrei uma resposta suficientemente satisfatória para o questionamento. Por isso, só me resta me conformar em saber que esta é mais uma das tantas características próprias da condição humana. Através de lutas diárias precisamos aprender a lidar com ela e, quem sabe até superá-la, para que as nossas vidas se tornem mais gostosas e menos instáveis.

    Às vezes sinto vontade de arrancar o coração do peito e dar-lhe uma boa lição de moral. Passar bem uma meia hora dizendo-lhe como deve sentir, tomando por base o meu (pouco usado) lado racional. Mas, embora essa vontade seja forte, não há como executá-la.

    Os turbilhões de sentimentos (e maus pensamentos deles advindos) se instalam e, então, não nos resta mais nada a fazer além de esperar a tormenta passar. E quando isso acontece, temos ao menos o consolo de que o dito popular “depois da tempestade vem a bonança” (invariavelmente) funciona.

    Não importando quanto tempo durem e o quão intensas sejam, as ventanias sempre passam. Carregam consigo todo o mal que nos acometia e nos deixam a valiosa oportunidade de recomeçar, reconstruindo as condições, outrora perdidas, de voltar a sentir a tão almejada felicidade (que na verdade, sempre esteve ali, ao nosso alcance).

    OBS: Acho que o meu otimismo reincidente é mesmo um (bom) mal incurável!

     

    Rebecca Melo

    July 29

    Em qualquer lugar

    caminho do amanhecer sem bordarecife_noite1

    portorecife dia

     

    Viajar é mesmo uma bênção! Em uma deliciosa experiência recente, comprovei que viajar é muito mais do que mudar de lugar. É sim, também, mudar de olhar! Ninguém tem a total noção do tamanho da sua cultura e das dificuldades urbanas que enfrenta até encontrar um lugar ou pior, ou com o qual se possa, pelo menos, comparar (sobretudo se este ponto comparativo for uma cidade tão grande que é quase impossível dimensionar). É neste momento que a gente se dá conta do quão mais fácil é enfrentar os nossos problemas do que os problemas dos habitantes da cidade visitada!

     

    E quanto maior o lugar, maior a sua heterogeneidade (antropologicamente falando). Isso torna ainda mais complexas as relações sociais e a convivência dos diferentes grupos. Mas, sim! A diversidade também é uma bênção! Ela traz uma multiplicidade de olhares que enriquecem a cultura local de maneira ímpar! Formam os costumes diários, a vida noturna, o vocabulário e suas gírias, as crendices, e tantos outros hábitos cotidianos que nós sequer percebemos que existem quando estamos engendrados no seu contexto. É justamente disso que é composta uma cidade grande.. ou como eu gosto de dizer: "um lugar com muitas luzes.. onde as coisas, de fato, acontecem!".

     

    Visitar um lugar desses pode ser muito bacana ou muito desagradável: tudo irá depender do espírito e da companhia que você levará na sua bagagem. Eu, particularmente, fui ao meu destino com o espírito totalmente aberto a todas as discrepâncias que já sabia que iria encontrar e uma companhia mais que perfeita! Além de todo o desfrutar conjunto das mais belas paisagens e minuciosas delícias da longa estrada, descobrimos coisas juntos, gargalhamos à beça e vivemos, com muito boa vontade, todos os bônus e ônus que as cidades grandes oferecem!

     

    SER FELIZ era o nosso lema e (confesso que) não poderíamos tê-lo seguido mais à risca! Primeiro porque os melhores sentimentos se fortaleceram ainda mais com a convivência de seis dias ininterruptos. Segundo porque a conexão existente é tão grande que achávamos graça e sorríamos até não poder mais dos mesmos fatos e valorizávamos os mesmos detalhes (e isso é ótimo!). OBS: Terceiro que, além das surpresas feitas e vividas, não poderíamos fingir que as duas tigelas de pavê que a (mais fofa) vovó nos preparou não tiveram influência alguma nessa felicidade, porque tiveram sim!

     

    Ademais, conhecendo (sem conhecer) a cidade, seguimos sempre pelos caminhos corretos! Isso significa: Piloto e Copilota em sintonia total (e havemos de convir que esse poderia ser um ponto de chateação na visita à grande cidade.. mas não foi!). Além disso, sabendo (sem saber) dos perigos que a metrópole oferecia, tomamos todos os cuidados necessários para que não fôssemos surpreendidos pelo pior (o que também tinha um grande potencial de nos causar problemas.. mas não foi assim!).

     

    Ao final das contas, constatei que as coisas aconteceram da melhor forma possível porque a predisposição para isso se originava de ambos os lados. E sendo sempre assim, pode faltar o Sol que protagoniza as melhores viagens ou estarem apagadas as luzes que trazem consigo a magia das grandes metrópoles. Afinal, o que realmente faz o sucesso de uma viagem é o sentimento que permeia o ar que se respira (seja onde for!), pois para mim e para o meu Amor (a mais valiosa companhia), viajar é perceber e registrar (de forma inesquecível) que podemos ser plenamente felizes em qualquer lugar do planeta!

     

     

    Rebecca Melo

    July 22

    Como o Sol e a Lua

    sol e lua

    Há dias assim.. Parece que a alegria de todo o mundo cabe dentro de você e é até possível ouvir os tais sininhos tocarem e ver fadinhas verdes voarem. Alguns pensam que para isso não se precisa de muito.. Mas o quantitativo da necessidade de cada um depende, exclusivamente, do valor dado ao prazer de se ter alguém “perfeito para você” ao seu lado. Para mim, significa uma grande coisa!

    Nem todos têm esse privilégio e, particularmente, descobri como é sentir isso há pouco tempo. Desde então, sinto ser imperativo valorizar este Amor (ambos: substantivo abstrato e pessoa) a cada instante! Seja através de um olhar, de um sorriso, de palavras, beijos, abraços.. ou até mesmo dos menos convencionais, e recém-estudados, momentos de silêncio.

    Ando tão inebriada de alegria que, assim como Colombo, extasiada pelas constantes descobertas do Novo Mundo (em comum), quero tomá-lo todo para mim! E às vezes me vejo tão imersa em todo o sentimento que temo me distrair e pensar que se trata de uma descoberta só minha.

    Mas, vale lembrar que é preciso compartilhar! E a característica perene desse sentimento tão bom será garantida (ou em grande parte) justamente pela tenacidade da partilha. E qual seria o prazer da comunhão de pensamentos, sentimentos e ideais se ela, de fato, não existisse como condição sine qua non para o fortalecimento das relações?

    Como um valioso amigo certa vez grafou, “sem imaginar a importância da presença, há quem desvalorize a relevância de suas atitudes e da sua vida na de outras”. Sem querer, ele me mostrou que SIM! Eu sou importante para o meu Amor também! A recíproca é verdadeira e esta é a grande magia que envolve toda a história!

    Talvez por isso, a cada novo raiar do Sol, acordo sentindo mais forte, como se o meu coração fosse se expandindo e aumentando sua capacidade de amar. Quando a aurora vem - com tantas cores que mais parece a Boreal - e surgem as primeiras brumas da noite, o mais peralta (coração), não satisfeito em me aprontar reiteradas surpresas, me faz ver que é possível sentir ainda mais, acrescentando, à receita secreta de tão deliciosa guloseima, novos ingredientes.

    A esperança, a saudade, a euforia e os planos tomam conta de mim. E de repente, não mais que de repente, o meu sapeca coração faz-se Sol e Lua ao mesmo tempo: irradia felicidade plena e ilumina as trevas mais profundas dos medos (agora) perdidos.

    Rebecca Melo

    July 20

    Grão de vida

    coração na praia
     
    Nuvens esparsas no céu
    Azul como a imensidão do mar
    A maré dos desesperos, agora baixa
    Faz emergirem os sentimentos mais profundos
     
    Nova realidade, assutadora porém..
    ELA sente a alegria preencher seu frágil peito
    (talvez mais forte do que supõe ser)
    Nova vida, novo amor, novas esperanças!
     
    Emoções vislumbradas para logo
    Paz reinante na atmosfera das expectativas
    Euforia no olhar, sol a brilhar
    Paisagens belíssimas se formam..
     
    ELE sustenta as molduras que as envolvem
    Como parte essencial para o seu delinear
    Misturam-se em danças divinas
    ELE grão de areia, ELA gota do mar
     
    O quadro criado é perfeito
    Como se, feitos para juntos ficarem,
    ELES cumprissem o seu destino
    Com o prazer da mais bela interação..
     
     
    Rebecca Melo